Comer somente 1.200 calorias diárias não ajuda a emagrecer

Comer somente 1.200 calorias diárias não ajuda a emagrecer

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A ideia de que para emagrecer bastaria apenas consumir menos calorias do que o que se gasta por dia, aumentando a quantidade de exercícios físicos e restringindo a alimentação a apenas 1.200 calorias foi, por anos, considerada uma forma mágica. Nutricionistas e médicos de todo o mundo receitaram essa modalidade de dieta, com a crença de que faria os seus pacientes emagrecerem.

Muitos desses pacientes conseguiram sim perder peso, talvez não o total desejado, mas a formula magica surtiu certo efeito. Entretanto, esse estilo de dieta é extremamente restritivo, difícil de seguir, fazendo com que muitos acabem por abandonar ou sentir muita fome ao longo do dia. Pesquisas recentes demonstram que, ao restringir apenas o número de calorias sem levar outros fatores em consideração acaba por ser uma tática danosa para o corpo e para a saúde.

 

Contar calorias não é uma boa estratégia para emagrecer

Especialistas apontam que restringir calorias sem qualquer tipo de orientação ou de forma exagerada normalmente resulta em efeito sanfona, compromete a circulação e aumenta o risco de uma série de doenças como pressão alta e o diabetes. Isso sem contar aquela sensação terrível de come constante.

Nessa onda de contar calorias, o mercado de dietas e fitness criou uma série de produtos chamados light (não confundir com diet, para diabéticos) com a promessa de gosto similar ao produto original, com menos calorias, açúcares e gorduras. E a variedade desses produtos é imensa. Hoje é possível, por exemplo, comprar leite condensado light.

O que ocorre é que, apesar da baixa calorias, esses produtos são extremamente pobres em vitaminas, nutrientes, fibras, minerais, probióticos, entre outros. Ou seja, ao invés de, muitas vezes consumir um produto natural, rico em vitaminas e fibras e também em calorias, as pessoas passaram a consumir os enlatados e rotulados produtos lights, apenas considerando a quantidade de calorias.

Nessa onda de tudo sem açúcar, sem gordura e sem glúten, as gorduras saudáveis acabaram sendo eliminadas da alimentação daquele que quer perder peso. Na verdade, o próprio nome gordura passou a ser extremamente temido. Acontece que é necessário a ingestão de uma quantidade moderada de gorduras saudáveis, como os óleos vegetais como o azeite de oliva e óleo de coco, frutas como abacate ou ainda peixes gordurosos como o salmão e o atum. A gordura desses alimentos ajuda a produzir hormônios para o organismo, auxiliando no seu processo de perda de peso, conferindo uma maior sensação de saciedade.

Outra grande crítica a contagem frenética de calorias são o estresse e ansiedade que eles podem causar. A pessoa que está num processo de emagrecimento por meio de pontos ou tabelinhas que levam apenas as calorias do alimento em consideração, acabam tendo mais dificuldade de se controlar no dia a dia, exagerando nas refeições livres ou simplesmente escapando da dieta com mais frequência.