Entenda os riscos de dormir próximo do seu celular

Entenda os riscos de dormir próximo do seu celular

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O celular deixou de ser apenas um aparelho para fazer e receber chamadas. Hoje ele é uma extensão de nós, uma parte da nossa vida. Nele você pode colocar a sua agenda de contatos, tarefas, alarmes, ouvir a sua música ou podcast favorito além de falar com os amigos. Cada vez mais vamos substituindo os outros dispositivos pelo celular, e assim nasce a necessidade de estar com ele 24 horas por dia.

O antigo despertador ou rádio relógio no criado mudo, ao lado da cama deu lugar ao celular. Por uma questão de comodidade e até um certo grau de vicio muitas pessoas desejam ter o seu aparelho sempre do lado, ao alcance da mão, mesmo na hora de dormir. Outros ainda fazem pior, deixando os aparelhos embaixo do travesseiro.

Muitos discutem sobre a segurança de ter os aparelhos celulares tão próximos, principalmente após o caso de uma americana que viu o seu Iphone 7 Plus soltar fumaça, no criado mudo ao lado da cama. Casos como esses são constantes e levantam a discussão sobre o uso excessivo e até a segurança destes dispositivos

Os celulares são seguros? Não existe um consenso

A primeira e grande discussão acerca da segurança do uso de aparelhos celulares se deu pelo potencial cancerígeno da radica o e ondas eletromagnéticas do celular. Especialistas desaconselham colocar estes aparelhos próximos ao peito por risco de doenças cardíacas ou até no bolso por possível redução da fertilidade.

Entretanto, este assunto ainda é bastante controverso, pois não há provas cientificas que sustentem essa afirmação. “Não se tem provas evidentes de que a radiação eletromagnética usada em comunicação por celular possa causar efeito danoso, principalmente o tumor cerebral”, segundo a especialista em física médica da Universidade de São Paulo, Emico Okuno

Riscos de dormir com o celular ao lado

Radiação do celular

A maior polemica é, sem dúvida, acerca do risco de colocar o aparelho celular muito próximo ao corpo durante o sono. Isso inclui não apenas deixar o celular embaixo do travesseiro, como também no criado mudo. Entretanto, as pesquisas são inconsistentes. O Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos emitiu um comunicado que estudos dessa natureza utilizam a radiofrequência de celulares antigos, que tem um modo de operação diferente dos aparelhos modernos.

Por outro lado, também não há consenso sobre o habito de dormir com o celular como algo saudável, completamente sem riscos. “A questão é polêmica, então não é recomendável fazer isso. Se não consegue se desligar, recomenda-se deixar o equipamento a uns 30 cm da cabeça”, orienta a física Emico Okuno.

 Superaquecimento do Aparelho

O grande medo da maioria das pessoas não é da radiação dos aparelhos celulares, e sim do superaquecimento. O exemplo de aparelhos modernos como o Galaxy Note 4, da Samsung, que teve que sair de linha após várias denúncias de superaquecimento acaba sustentando esse medo e essa teoria.

As pessoas acreditam que o calor do edredom e do travesseiro seriam os grandes responsáveis pelo aumento da temperatura da bateria. Entretanto, alerta Emico, que o grande responsável é o carregador. Muitas vezes a carga enviada ao aparelho é maior do que a necessária, gerando mais energia que consequentemente sobre carrega o aparelho.

Ou seja, enquanto são se prova se a radiação faz mal ou não, a recomendação de não deixar o celular carregando embaixo no travesseiro ou próximo da cama é válida. “As baterias podem representar algum risco se forem usadas fora das especificações, se estiverem danificadas e com vazamento”, alerta a física.