Estudos relacionam o uso de anticoncepcionais a depressão

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    Inédita pesquisa avaliou um grupo grande de mulheres que faziam e outras que não faziam uso de anticoncepcionais como método contraceptivo e os resultados são alarmantes!

    Não é novidade para a maioria de nós os inúmeros efeitos colaterais do contraceptivo hormonal, mais conhecido como pílula. São inúmeros casos de trombose que fizeram com que as usuárias repensassem o uso da pílula.

    Claro que todo esse movimento chamou atenção de pesquisadores e médicos no mundo todo que então passaram a estudar mais a fundo os efeitos colaterais e os riscos dessa classe de medicamento. O mais novo e conclusivo estudo sobre o assunto é da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, publicado em um renomado periódico (JAMA Psychiatry) em 28 de setembro de 2016, que relaciona o uso dos anticoncepcionais a aumento na incidência de depressão nas mulheres.

    A intenção inicial do estudo não era desacreditar este método contraceptivo e sim investigar correlação entre o uso de remédios com base de progesterona e estrogênio (dois hormônios femininos) com o desenvolvimento de quadros de tristeza profunda e depressão em mulheres.

    Foram avaliadas mais de 1 milhão de mulheres entre 15 e 34 anos para revelar qualquer correlação entre o contraceptivo hormonal e o diagnóstico de depressão. Vale ressaltar que nenhuma destas mulheres do grupo de controle apresentavam sinais de transtornos depressivos, tampouco consumindo antidepressivos.

    Os achados do estudo, apesar de alarmantes, não são surpreendentes para a comunidade medica. Comparando aquelas que faziam uso dos anticoncepcionais e as que não utilizavam métodos contraceptivos a base de hormônio, as do primeiro grupo se mostraram mais propensas a desenvolver depressão.

    O perigo é maior da faixa etária entre os 15 e os 19 anos para aquelas que usavam pílula com base em apenas progesterona. A probabilidade de ingestão de remédios antidepressivos neste grupo aumentou de 1,8 para 2,2 apenas com o uso da pílula. Esta probabilidade é triplicada caso o método contraceptivo hormonal seja não oral, como o uso de adesivos.

    Um dos autores da pesquisa, o dinamarquês Oevind Lidegaard não se mostrou surpreso com os resultados da pesquisa que fez parte. Ele revelou ao Medical News Today que “Geralmente, o estrogênio melhora o humor e a progesterona piora. Como a contracepção hormonal costuma ser dominada pela progesterona, não espanta que o humor das mulheres mude no sentido da depressão”, comentou.

    Por mais assustadores que os resultados desta pesquisa possam parecer, é preciso muita calma. Você não tem que parar de consumir a pílula anticoncepcional. O ideal é consultar o seu ginecologista para se informar sobre outros métodos contraceptivos com baixa dosagem hormonal ou até sem hormônios.