O ciúme excessivo pode destruir qualquer relação

O ciúme excessivo pode destruir qualquer relação

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O ciúme é um sentimento completamente comum de uma pessoa em relação a outra. É mais comum nos relacionamentos românticos, mas pode existir o ciúme entre amigos, irmãos e por aí vai. Muitas vezes é atrelado a algo necessariamente ruim, quase como algo doentio, mas o ciúme muitas vezes ocorre por excesso de cuidado, de zelo.

O ciúme passa a ser um problema quando afeta o relacionamento. Tanto o ciumento, quanto a pessoa que é alvo daquele ciúme sofrem muito. O ciúme é, em geral, uma demonstração de insegurança e falta de controle do ciumento. É o que diz a psicóloga e líder coach, Maura de Albanesi. Para ela, o ciumento é um controlador que acaba tratando a outra pessoa como sua posse, como seu objeto.

“Para aplacar esse sentimento, ele vai tentar controlar o outro na tentativa de minimizar essa falta de segurança”.

Ciúmes causa sofrimento para o casal

O ciúme se torna um agravante na relação quando ele deixa o outro rendido a essa insegurança. Normalmente, o ciumento atribui a culpa da sua insegurança ao outro projetando toda essa dificuldade no outro e fazendo com que essa relação seja minada pela desconfiança.

Dessa forma, a relação com uma pessoa muito ciumenta acaba sendo recheada de cobranças, inseguranças, desconfiança e culpa por parte das duas pessoas. O ciumento possesivo acaba invadindo o livre arbítrio, o espaço pessoal daquela outra pessoa, desde coisas pequenas como olhar o celular até controlar os gastos e a conta bancaria, por exemplo.

“A pessoa ciumenta quer que o outro faça tudo segundo suas regras. É quase como uma chantagem, um controle e uma dominação”.

Existe ciúmes bom?

O ciúme é sempre encarado como algo tão negativo que acabamos não percebendo uma das facetas do ciúme. É aquela história de que quem ama cuida, e quem cuida eventualmente tem ciúmes. Se os seus ciúmes ou do seu parceiro acabam se refletindo mais em cuidado e zelo, pode ficar tranquilo.

“Quando se gosta, é comum sentir um pouco de ciúme, cuidar e zelar por aquilo. Mas não cercar a pessoa de cobranças e fiscalizações. O ideal é dar atenção e afeto, para que o outro se sinta importante”, completa.