A pisada errada pode atrapalhar a sua corrida

A pisada errada pode atrapalhar a sua corrida

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A corrida é um esporte maravilhoso e libertador. Por isso tem conquistado tantas pessoas ultimamente que desejam perder peso e se manterem saudáveis. A sensação de liberdade das corridas, principalmente as de rua, é indescritível. A corrida é um tempo para você, para as suas reflexões e pensamentos, ou apenas para colocar a playlist em dia. Não importa qual a sua motivação para a corrida, mas você sabia que tem que se preocupar em outra coisa além do tênis e da roupa?

Claro que um bom tênis, de qualidade é essencial para correr sem se lesionar, mas antes de tudo a sua pisada deve ser avaliada. Por mais que esta seja uma tarefa para especialista (o fisioterapeuta ou ortopedista podem te ajudar) é necessário avaliar como pisamos, pois, uma pisada errada pode ser a fonte de uma série de dores e lesões. O ideal é sempre consular um especialista, mas te ajudaremos a identificar a sua pisada de forma mais rápida e evitar problemas futuros. Primeiro, peça para alguém avaliar enquanto você anda.

Não é preciso que seja perito no assunto, apenas que observe para possíveis inclinações do corpo, tamanho do passo, movimentos de joelho, assimetrias chamativas e outros movimentos extremamente notáveis.

 

Todas estas informações, mesmo que percebidas por uma pessoa sem conhecimento no assunto é uma forma de observar variações muito evidentes. Você pode também caminhar de frente a um espelho ou gravar em vídeo os seus passos.

Outro método é avaliar o solado de um calcado que você use com frequência. De preferência a um tênis de corrida, mas na falta use um sapato com solado reto, sem salto. Observe os dois pés, lado a lado. Na sola você encontra zonas de maior e menor desgaste. Tente reparar onde estas zonas estão localizadas e o quanto elas estão gastas ou mesmo intactas.

As regiões mais usadas podem ser o reflexo das áreas do pé que costumam receber mais peso Enquanto isso as regiões menos alteradas são aquelas menos usadas, ou seja, relacionadas às áreas dos pés que não recebem tanto peso.

 

Em seguida, olhe os calçados por trás e tente perceber algum desnível na sola na parte de trás. Esta característica está relacionada ao tipo de apoio do calcanhar. Um desgaste na parte interna sugere um mesmo apoio na parte interna do calcanhar, bem como no caso do desgaste na parte externa, que sugere um apoio na parte externa.

Agora vamos mais a fundo e, utilizando o mesmo calçado olhe a palmilha dele (se for possível retirá-la para fora será mais fácil). A maioria das palmilhas fica marcada com o tempo, sendo possível notar que os pontos de maior pressão do pé fazem o material dela ceder mais que os pontos de menor pressão e por isso, com o tempo, elas nos mostram as regiões do pé mais utilizadas.

Por último, vamos observar a sola de nossos pés. Passe a mão de leve e irá reparar regiões onde a pele é mais densa, mais rígida, ou áspera. Estas são regiões tem a pele mais espessa por ser mais usadas e receberem maior pressão e atrito. Por isso, como uma forma de adaptação a pele fica mais espessa. Diferente é o caso das regiões onde a pele é mais fina, macia e lisa, que representam as áreas menos usadas, que recebem pouca pressão e atrito.

O fato de descobrir que você usa, por exemplo, mais a parte interna do pé, não significa que precisa colocar um calço em um dos lados, ou que precisa comprar um tênis com reforço unilateral, ou começar a fazer força para corrigir isso, de jeito algum!

Muitas vezes, essas alterações não geram dores ou sobrecargas, pois são adaptações harmônicas do seu corpo e por isso, quando alteradas, podem gerar danos irreversíveis.

 

Esta avaliação do tipo de pisada é essencial na hora de comprar um tênis correto para você, seja pisada neutra, supinada ou pronada para equilibrar estes desníveis do próprio corpo.