Porque a separação, mesmo que necessária é muito difícil?

Porque a separação, mesmo que necessária é muito difícil?

Compartilhar

O mundo mudou e com ele a forma que as pessoas se relacionam. As famílias modernas são um grande reflexo dessa mudança. Se comparado a época dos seus pais, os casamentos modernos duram muito mais. A quantidade de casais que se separam atualmente é infinitamente maior do que antigamente.

Tudo isso é um reflexo de uma série de coisas, como a antecipação da mulher e a sua entrada no mundo de trabalho. Hoje a mulher é independente, e, diferente da dona de casa dos anos 50, ela não necessita da figura masculina para garantir o seu sustento. Isto pode ser facilmente visto se analisados o número de mães solteiros, ou mulheres que cuidam sozinha dos seus filhos.

Entretanto, mesmo que a separação seja algo inevitável e necessário para a vida do casal e consequentemente dos filhos, tomar essa decisão é muito difícil. A dificuldade de desapegar, de abandonar o que é seguro e certo é uma das causas apontadas pela psicoterapeuta especializada em terapia de casais, a Dra. Maura de Albanesi:

“Mas não há motivo para desespero, porque quando há separação, na sequência, vem uma coisa nova, que pode ter sido planejada ou não”. 

Qual a dificuldade de se divorciar?

A separação é geralmente acompanhada de muita dor por ambas as partes, por ser a consequência de algo que falhou. “Querendo ou não, se trata do tal do apego. Nós somos pessoas naturalmente apegadas – não importa a que, apenas sabe-se que quando gostamos de alguma coisa, é difícil se desfazer”, explica a psicoterapeuta.

Essa dualidade sem se desapegar, em se separar traz muito medo, não apenas em uma relação. Um exemplo são as despedidas, ou ainda o fim de uma viagem que foi prazerosa. Essa dificuldade de ruptura, de mudança afeta a quase todos e em vários aspectos da vida, mesmo que a pessoa não se dê conta.

“Os filhos também se separam dos pais, os colegas de escola também se separam por inúmeros motivos, ao trocar de emprego também há uma separação, e nem todos ocorrem por vontade própria, mas porque é o curso natural da vida”, afirma.