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Quais os reais danos que o calor da chapinha e do secador fazem em seu cabelo?

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Os instrumentos que utilizam calor para modelar os cabelos são verdadeiros amores da maioria das mulheres. Seja o secador, a chapinha, o babyliss para fazer cachos. A variedade e enorme, e com a ditadura do cabelo liso, muitas mulheres se renderam completamente a esses instrumentos, sem saber os verdadeiros danos que poderiam causar aos cabelos.

Com a finalidade de analisar os danos nos cabelos causados pelo excesso de calor desse instrumentos, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas e o Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um estudo, entre os anos de 2011 e 2016 para estabelecer um grau de dano nos cabelos virgens, de diferentes etnias: caucasiano (branco), oriental, africano e brasileira.

O estudo procurou separar os tipos de cabelo por etnias e não por curvatura dos fios (lisos, ondulados, cacheados ou crespos), primeiro por que essa divisão por etnias é mais abrangente. Além disso, a questão genética determinada pela étnica é que define o grau de resistência, fragilidade, elasticidade e brilho de um calor, em relação ao outro.

Efeitos da do calor do secador e da chapinha

Cabelo afro

Ao contrário do que muito se pensa, o cabelo africano, apesar de apresentar uma curvatura acentuada variando do cacheado ao crespo, são extremamente irregulares. Exatamente pela presença de muitas curvas, os fios afro são bastante ressecados, já que o óleo da raiz tem dificuldade em chegar até as pontas.

Durante o estudo, os cabelos afro foram o que mais sofreram com o calor da chapinha, apresentando danos mais acentuados, ocasionalmente a quebra completa dos fios. Foram utilizadas amostras de cabelos virgens coletados em países do continente Africano como Gana e África do Sul. Os cabelos afros, quando submetidos a temperatura teste de 223ºC acabavam quebrando por perda de proteínas.

Cabelo caucasiano

Se comparado ao cabelo afro, o cabelo branco, ou caucasiano é mais resistente. Na pesquisa foram utilizadas amostras de cabelo do Sul da Europa, onde a predominância é do tom castanho escura, tendo curvatura levemente ondulada ou completamente lisa.

Os fios caucasianos são mais resistentes e muitas vezes mais grossos dos que a afro. As proteínas desses fios somente começaram a se perder quando a temperatura passou dos 236ºC.

Cabelo oriental

O cabelo oriental, marcado por ser bastante liso, grosso, pesado e muito escuro teve um desempenho similar ao cabelo caucasiano. As suas proteínas somente desapareceram em temperaturas acima dos 236ºC.

Cabelo brasileiro

A pesquisa analisou o cabelo brasileiro após ter passado por algum processo químico, como progressiva ou descoloração. Isso porque grande parte das mulheres brasileiras se valem de alguma química e não usam o cabelo natural.

Durante o estudo, o cabelo brasileiro já descolorido foi o que se mostrou mais frágil. Até mais do que o cabelo africano, os fios brasileiros apresentaram muitas falhas e alta porosidade.