Quais as principais diferenças entre o parto normal, Cesária, humanizado ou lótus?

Quais as principais diferenças entre o parto normal, Cesária, humanizado ou lótus?

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Os nove meses de gravidez são ao mesmo tempo especiais e assustadores para as futuras mamães. O corpo da mulher muda completamente para gerar e receber aquela nova vida, de forma natural. Entretanto, muita mamãe tem dificuldades no momento do parto ou ainda, por algum motivo diverso preferem optar por parto cirúrgico.

Até pouco tempo atrás existiam dois principais tipos de parto: normal ou cessaria. Entretanto, nos últimos anos os movimentos de humanização do parto, estimulando o parto natural tem crescido. Desde então termos como cessaria humanizada, parto na agua ou parto em lótus tem ficado conhecidos, gerando ainda mais dúvidas nas mamães sobre as principais diferenças entre esses tipos de parto.  Por isso, com a ajuda do obstetra do Instituto Michael Doente, Dra. Alberto Gomes vamos explicar as principais diferenças para ajudar as mamães a escolher a melhor opção de parto para os seus bebes.

 

Parto normal

O parto normal recebe esse nome por ser a forma de parto para qual o corpo da mulher está biologicamente preparado. Ocorre por via vaginal, causando pouco ou nenhum trauma para a mãe e para o bebe. “Além disso, cortar o cordão umbilical na hora adequada possibilita que uma quantidade de sangue da placenta passe para o bebê permitindo que ele tenha menos chance de ter uma anemia na fase inicial”, explica.

Para a mamãe, o parto natural é o mais indicado, pois o seu corpo se recupera muito mais rápido. A sedação no parto normal é mais leve do que o parto Cesário, por não envolver uma cirurgia, causando menos trauma a mulher. O seu útero também fica integro, facilitando nova gravidez e parto no futuro.

Cesárea humanizada

A cessaria humanizada é a tentativa de causar mínimo de trauma ao corpo e ao psicológico da mãe. Muitas vezes não é possível o parto natural, em casos como deslocamento da placenta, prolapso do cordão umbilical, ou ainda gestantes de alto risco.

Nesses casos, a equipe medica pode adotar algumas medidas simples que transformarão a experiência do parto em algo mais acolhedor e intimista, sempre respeitando o corpo e as decisões da mãe. Manter o bebe no colo da mãe, o contato imediato da pele do bebe com a da mãe após o nascimento, ou ainda demorar mais para campear o cordão umbilical trazem benefícios para a mãe e o bebe.

 

Parto humanizado

O termo “humanizado” é muito discutido atualmente. Esse conceito veio para ficar e não está relacionado a uma técnica, mas sim a uma circunstância: quando a mulher tem o controle da situação e as suas decisões são respeitadas e levadas em consideração, tornando o evento uma experiência única, saudável e instintiva.

O importante é que a equipe escolhida pela mãe tenha tarefas multidisciplinares e muita disposição. Sempre levando em consideração a segurança da grávida e do bebê, no parto humanizado a mulher pode optar por ter ou não a aplicação de anestesia ou analgesia, monitoramento durante todo o parto do bebê e da contração uterina por meio de aparelhos, uso de soro ou outros medicamentos.

 

Parto de Lótus

O mais recente, e ainda desconhecido por muitos, o parto em lótus nada mais é do que manter o bebe ligado a placenta pelo cordão umbilical até que essa separação aconteça naturalmente. Diferente dos outros tipos de parto, cuja escolha tem mais um fundo médico, as mamães que escolhem o parto de lótus têm uma escolha espiritual,

“O sangue [da mãe] continuará levando oxigênio, ferro, nutrientes e hormônios e, por isso, não há motivos para se fazer o seu corte tão rapidamente. A equipe médica pode esperar a parada da pulsação para realizar o corte do cordão e a consequente separação do bebê e a placenta”, defendeu Alberto Guimarães.